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sábado, 18 de maio de 2013

Perda de tempo

Ele apareceu na minha vida quando eu simplesmente queria alguém. Podia ser qualquer um. Eu apenas estava cansada de ficar sozinha. Tão cansada que baixei todos os parâmetros. Qualquer um serviria para preencher aquele vazio que eu sentia.

E foi um qualquer que apareceu mesmo. Eu confesso que até torci um pouco o nariz quando ele apareceu. Eu queria qualquer um, mas talvez ele fosse qualquer um demais. Mas, na falta de opção melhor, acabei aceitando aquele qualquer que me apareceu. 

Como era de se esperar, a história sempre foi morna. Simplesmente não era capaz de aquecer meu coração. Ele nunca me despertou paixão, nunca deixou minhas pernas bambas, nunca fez meu coração disparar. Era uma coisa tão sem graça, tão vazia, que nem preenchia o meu vazio interno. 

Um dia cansei de toda aquela normalidade, cansei daquela coisa morna e dei um basta. Não tinha porquê continuar com aquilo, era pura perda de tempo e de amor. Principalmente, perda de amor próprio. 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Tudo


Tudo com ele era perfeito. Mesmo os dias mais cinzas eram lindos. Cada bom dia que ele me dizia fazia um sorriso bobo sair do meu rosto. Aliás, eu vivia com esse sorriso bobo estampado na minha cara 24 horas por dia.

Tudo com ele fazia sentido. Mesmo a distância absurda que nos separava. Mesmo as frases ditas numa mistura de português com espanhol e com inglês. Mesmo as coisas que não faziam o menor sentido.

Tudo com ele era alegria. Cada mensagem enchia meu coração de felicidade. Cada ligação levava meu coração até a boca. Cada encontro, então, quase provocava uma explosão no meu coração.

Tudo com ele era verdadeiro. Eu podia ser eu mesma. A pessoa meiga, carinhosa, atenciosa que sempre deixei escondida dentro de mim porque ninguém aprovava. Aliás, quanto mais eu era essa pessoa, mais ele se apaixonava.

Tudo com ele era intenso. A cada encontro intimidade e a cumplicidade disparavam na velocidade da luz. Um final de semana parecia um mês. Uma simples conversa era o suficiente para revelar toda a minha alma.

Mas nem tudo durou para sempre. O conto de fadas foi engolido pelo dia a dia. Tudo começou a se perder em meio a vida real. E percebemos que aquilo não bastava para vencer os obstáculos. E então, aquilo tudo se acabou.