sábado, 23 de maio de 2015

Blah....

Eu estou me sentindo meio blah. Não estou sentindo mal, não tenho dores. Mas também não estou bem. Acho que não estou feliz, talvez seja isso.  Não tenho motivos para não estar feliz. Não tenho motivos para reclamar da vida. Tenho um bom emprego, dinheiro para comprar o que quero, pratico esportes - e pratico um que amo muito - regularmente, comecei um dos melhores MBAs do país. Tenho um monte de amigos, viajo e saio bastante. Entre outros mil motivos.

Mas, não sei... Falta alguma coisa. Ou muitas coisas... Acho que há pessoas que seriam capazes de matar para ter metade da vida que tenho. Mas, para mim, essa vida não parece suficiente. Eu não quero apenas o que é bom, o que é bastante, o que amo ou o que é melhor no país. Eu tenho necessidade de ter e ser o melhor do mundo, do universo. Ter ou ser menos do que isso me deixa mais do triste, me tira as forças, me deprime....

Eu sei, eu sei... Você vai dizer que é ingratidão, que eu deveria parar de reclamar de barriga cheia e agradecer a tudo que tenho e sou.  Eu faço isso, juro que faço. Mas ainda assim fica esse vazio aqui dentro, essa vontade de sair correndo, de conquistar tudo que sonhei.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Medo de arriscar

Eu decidi que era isso que eu queria. Estava certa, segura, feliz e empolgada com a minha decisão. Foi dessa decisão que tirei forças para aguentar muita coisa chata, foi isso que me fez conseguir engolir muitos sapos. Mas quanto mais próximo chego do momento de tirar o sonho do papel e transformá-lo em realidade, mais dúvidas surgem na minha mente e no meu coração.

Talvez seja somente o medo de arriscar,  o medo do novo. Ou a maldita da zona de conforto. Eu só sei que me pergunto cada vez mais se a decisão tomada estava certa, se é melhor a melhor opção e se ela realmente me fará feliz como eu tanto espero. Sabe como é, não é uma decisão qualquer, é uma das grandes, que vai mexer demais com a vida. Aquelas que sacodem tudo mesmo. Aí o medo e a insegurança aparecem mesmo, acho que é até meio inevitável isso.

Infelizmente eu não tenho uma bola de cristal, então não tenho como saber antes disso acontecer como será e o quão certo dará. Só o que me resta é tentar, arriscar e torcer para que o que for melhor para mim aconteça. E, se tudo der errado, tudo bem. Essa zona de conforto já está desconfortável demais mesmo.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Ponto final

Eu sou uma pessoa de muitas reticências e poucos pontos finais. Acho que as reticências ainda dão espaço para se continuar escrevendo, ou tentando. Já os pontos finais... Bom, como o próprio nome diz, eles são o fim de todo. Depois disso não vem mais nada. 

Quer dizer, vem um novo texto, um novo livro, uma nova história, uma nova pessoa. Mas sempre vai ser novo, tudo vai ser novo. Quando eu coloco um ponto final e começo algo novo, não há espaço para o antigo.

Então, meu bem, aproveite enquanto minhas frases terminam com reticência. Isso é um sinal claro de que quero mais. E, se um dia vir um ponto final meu, esqueça, nem tente insistir, você já faz parte do meu passado e não há mapa lugar para você na minha história. E ponto final.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Confusão mental...

Confesso que no fundo eu adoraria abandonar de vez esse blog. Talvez porque algo dentro de mim me diga que isso significará que todos os meus pensamentos estão organizados e controlados dentro da minha cabeça. Mas cá estou eu novamente, meses depois de minha última postagem, colocando para fora aquilo que estava preso em minha mente. A ponto de incomodar e fazer mal.

Por outro lado, talvez seja melhor nunca abandonar esse blog. Você já pensou como deve ser chata uma vida 100% decidida e planejada?  Sem surpresas, sem frio na barriga, sem ansiedade, sem expectativas, sem emoção. Ah, isso deve ser muito monótono, viu?

Acho que no fundo prefiro viver mergulhada nessa pequena confusão mental, nessas minhas dúvidas e inseguranças. Pelo menos elas mantém tudo por aqui mais agitado. Mais vivo. E de vez em quando, nos momentos em que as ideias estiverem confusas demais, eu venho aqui e tento organizá-las num texto meio sem sentido mas cheio de sentimentos. Como este aqui.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Livremente feliz

Eu sou uma pessoa livre. Eu amo a minha liberdade e prezo muito por ela.  Detesto me sentir presa, ser sufocada.  Deve ser algum trauma por eu ter nascido com o cordão umbilical enrolado no pescoço. Mas, enfim, isso não vem ao caso. Depois eu faço uma daquelas regressões e resolvo isso. Meu foco agora é nas consequências. 

Acho que esse amor todo pela liberdade me fez ser um pouquinho diferente do padrão. Eu não quero um relacionamento que me controle, que me prenda. Eu quero na minha vida pessoas que venham para somar, para acrescentar. Nunca para restringir e diminuir.

E isso não vale só para namorados. Aliás, vale muito mais para amizades do que para qualquer outro tipo de relacionamento. Amigas e amigos que não trazem nada de positivo para minha vida, ou ainda, só me trazem problemas e me colocam para baixo não tem espaço na minha vida. Eu me afasto rapidinho. Simplesmente não cabem na minha vida.
Porque eu quero amor na minha vida. Quero muito amor. E quero alegria, quero risadas, basicamente, quero ser livremente feliz.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Ah, se...

A cada dia que passa a vida parece esfregar mais e mais o maior erro da minha vida na minha cara. Cada tropeço, cada novo erro, cada nova frustração e decepção são como novos golpes na velha ferida. Uma ferida que parece que nunca irá se curar.

Cada vez que algo dá errado, eu penso em como a minha seria um conto de fadas se eu tivesse sido corretamente lá atrás. Ah, se eu tivesse seguido meio coração... Ah, se eu tivesse pensado em mim, ao invés de em todas as outras pessoas... Ah, se eu tivesse ido atrás da minha felicidade ao invés de me preocupar com a dos outros.

Acho que o resto da minha vida não será tempo suficiente para que eu me recupere. Acho que não será tempo suficiente para que eu me perdoe. Ah, se arrependimento matasse, eu já estaria morta e enterrada. E é praticamente como estou, só que ainda em vida.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Só existe amor na Internet

A Internet está repleta de amor. São frases lindas, imagens fofinhas e milhões de declarações de amor eterno. Mas falta amor na vida real, no dia a dia. A gente sabe amar na teoria, mas não sabe amar na prática.

Todos os dias vejo provas disso. São amigos que postam fotos dizendo o quanto me amam. Para cinco minutos depois virarem para mim e dizerem coisas que me magoam profundamente. São pessoas postando textos enormes sobre gentileza, mas incapazes de dar passagem para outro carro ou um pedestre na rua.

Acho que nessa de tentarmos ser mais independentes acabamos nos tornando muito duros e frios. Desaprendemos a amar, a ser gentis e até educados. Erramos a mão, e erramos feio. Passamos a usar a sinceridade e a liberdade como desculpas para magoar e ofender. Passamos do amor ao ódio.

Agora não sei nem por onde começar a consertar. Talvez seja consertando a mim mesma, me aceitando mais, me amando mais. Odiando menos meus defeitos e erros.