quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Confusão mental...

Confesso que no fundo eu adoraria abandonar de vez esse blog. Talvez porque algo dentro de mim me diga que isso significará que todos os meus pensamentos estão organizados e controlados dentro da minha cabeça. Mas cá estou eu novamente, meses depois de minha última postagem, colocando para fora aquilo que estava preso em minha mente. A ponto de incomodar e fazer mal.

Por outro lado, talvez seja melhor nunca abandonar esse blog. Você já pensou como deve ser chata uma vida 100% decidida e planejada?  Sem surpresas, sem frio na barriga, sem ansiedade, sem expectativas, sem emoção. Ah, isso deve ser muito monótono, viu?

Acho que no fundo prefiro viver mergulhada nessa pequena confusão mental, nessas minhas dúvidas e inseguranças. Pelo menos elas mantém tudo por aqui mais agitado. Mais vivo. E de vez em quando, nos momentos em que as ideias estiverem confusas demais, eu venho aqui e tento organizá-las num texto meio sem sentido mas cheio de sentimentos. Como este aqui.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Livremente feliz

Eu sou uma pessoa livre. Eu amo a minha liberdade e prezo muito por ela.  Detesto me sentir presa, ser sufocada.  Deve ser algum trauma por eu ter nascido com o cordão umbilical enrolado no pescoço. Mas, enfim, isso não vem ao caso. Depois eu faço uma daquelas regressões e resolvo isso. Meu foco agora é nas consequências. 

Acho que esse amor todo pela liberdade me fez ser um pouquinho diferente do padrão. Eu não quero um relacionamento que me controle, que me prenda. Eu quero na minha vida pessoas que venham para somar, para acrescentar. Nunca para restringir e diminuir.

E isso não vale só para namorados. Aliás, vale muito mais para amizades do que para qualquer outro tipo de relacionamento. Amigas e amigos que não trazem nada de positivo para minha vida, ou ainda, só me trazem problemas e me colocam para baixo não tem espaço na minha vida. Eu me afasto rapidinho. Simplesmente não cabem na minha vida.
Porque eu quero amor na minha vida. Quero muito amor. E quero alegria, quero risadas, basicamente, quero ser livremente feliz.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Ah, se...

A cada dia que passa a vida parece esfregar mais e mais o maior erro da minha vida na minha cara. Cada tropeço, cada novo erro, cada nova frustração e decepção são como novos golpes na velha ferida. Uma ferida que parece que nunca irá se curar.

Cada vez que algo dá errado, eu penso em como a minha seria um conto de fadas se eu tivesse sido corretamente lá atrás. Ah, se eu tivesse seguido meio coração... Ah, se eu tivesse pensado em mim, ao invés de em todas as outras pessoas... Ah, se eu tivesse ido atrás da minha felicidade ao invés de me preocupar com a dos outros.

Acho que o resto da minha vida não será tempo suficiente para que eu me recupere. Acho que não será tempo suficiente para que eu me perdoe. Ah, se arrependimento matasse, eu já estaria morta e enterrada. E é praticamente como estou, só que ainda em vida.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Só existe amor na Internet

A Internet está repleta de amor. São frases lindas, imagens fofinhas e milhões de declarações de amor eterno. Mas falta amor na vida real, no dia a dia. A gente sabe amar na teoria, mas não sabe amar na prática.

Todos os dias vejo provas disso. São amigos que postam fotos dizendo o quanto me amam. Para cinco minutos depois virarem para mim e dizerem coisas que me magoam profundamente. São pessoas postando textos enormes sobre gentileza, mas incapazes de dar passagem para outro carro ou um pedestre na rua.

Acho que nessa de tentarmos ser mais independentes acabamos nos tornando muito duros e frios. Desaprendemos a amar, a ser gentis e até educados. Erramos a mão, e erramos feio. Passamos a usar a sinceridade e a liberdade como desculpas para magoar e ofender. Passamos do amor ao ódio.

Agora não sei nem por onde começar a consertar. Talvez seja consertando a mim mesma, me aceitando mais, me amando mais. Odiando menos meus defeitos e erros.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Cansada...

Estou cansada. Acordei assim hoje. Quiser dizer, não só hoje. Já faz uns dias que isso acontece. Não sei o motivo. Talvez seja o calor desses últimos dias. Talvez seja reflexo de tudo de ruim que tenho visto nas redes sociais. Talvez seja todo o ódio que tenho visto ser espalhado nas ruas e nos corações das pessoas.

Não, não estou deprimida (eu acho!), porque eu ainda consigo ter bom humor, rir, me divertir e, principalmente, me sentir feliz em vários momentos do dia. Mas, ainda assim, me sinto cansada. Vai ver o cansaço se apaixonou por mim. Vai ver eu só preciso de férias. Daquelas em que se vai para uma praia paradisíaca e se fica lá, estatelado na praia, tomando sol, bebendo água de coco e lendo um livro o dia todo. 

Ai, será que é isso? Tomara! Assim ficaria mais fácil de resolver. Mas não está com cara de ser só isso. Infelizmente. Isso está me cheirando a necessidade de mudança. Mudança daquelas bem profundas, sabe? Que viram sua vida de cabeça para baixo. Pena que eu estou cansada demais para mudar...

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Sobre escolhas, reclamações e felicidade

A vida é feita de escolhas. É óbvio que você já ouviu isso um milhão de vezes, é uma baita frase clichê. Mas é uma baita verdade também. O que me espanta é ver que, mesmo sabendo o quão clichê essa frase é, ainda seja possível existir tanta gente que escolhe reclamar e escolhe o lado negativo de tudo.
 
Eu sei que a vida não é perfeita, que não é um conto de fadas. Eu sei que tem dia em que acordamos de mau humor, que temos vontade de mandar tudo para o espaço. Mas ficar reclamando e falando mal de tudo não vai resolver nada. Só vai te afundar. Não estou dizendo para você fingir que está tudo bem, apenas sugiro que você olhe para os problemas focando na solução, invés de continuar aí, agindo como uma criança mimada que não ganhou no Natal o presente que queria.
 
Quem sabe se você deixar de ser tão egoísta, parar de olhar só para o seu umbigo e só reclamar, enfim, deixar de ser uma pessoa CHATA, as coisas boas não começam a acontecer, né? Eu acho que nós temos que fazer por merecer as coisas na vida. Até a nossa felicidade.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Ainda me pego pensando...

Às vezes me pego pensando em você. Sim, eu sinto a sua falta. Não, nenhum outro foi como você. Eu não chego a ficar triste. Eu estou feliz com a vida que tenho, estou segura da decisão que tomei lá atrás. Mas, às vezes, eu apenas penso em como teria sido, em como estariam nossas vidas, se tivéssemos escolhido diferente.

Tem dias em que a vida não é fácil, que tudo dá errado, e nesses dias eu queria o seu abraço. Ele tinha o poder de curar todo o mal do mundo e me fazer sentir segura. Ao seu lado o mundo sempre tinha um colorido diferente, mais vivo, mais alegre.

Mas aquele mundo não era suficiente para mim. Pelo menos não naquela época. Eu precisava de mais, precisava fazer e ser muita coisa ainda nessa vida. Por melhor que fosse o mundo ao seu lado, ele não me bastava. Eu precisava correr e ganhar o mundo todo. Para somente depois conquistá-lo ao seu lado.

Mas, obviamente, você não me esperou. E nem deveria mesmo. Você tinha todas as suas conquistas para conseguir. Tinha que percorrer o seu caminho e encontrar o seu lugar no mundo. Fico feliz em ver que você encontrou seu porto seguro e está feliz. Mas, às vezes, ainda me pego pensando em como tudo teria sido se eu tivesse ficado, ao invés de seguir à deriva, como estou até hoje.