terça-feira, 29 de setembro de 2015

Você mesmo. Eu mesma

Há mais de sete bilhões de pessoas no mundo. SE-TE BI-LHÕES. E o meu coração foi bater mais acelerado justamente por você. Você, que não tinha nada do que eu procurava, mas que era exatamente tudo que eu estava procurando. Você, que apareceu quando meu coração estava ferido, e que não precisou de nenhuma cola mágica para consertá-lo. Você só precisou ser você. E me deixar ser eu mesma. 

Eu já li sei-lá-quantos textos sobre como identificar a alma gêmea. Eu já achei – algumas vezes – que tivesse encontrado. E não, não pensei isso de você quando o conheci. Porque eu não pensei, eu só me hipnotizei. A primeira vez que te vi não teve nada de especial e, exatamente por isso, foi tão especial. Em questão de segundos eu me senti tão confortável e tudo se encaixava tão bem como nunca antes – eu acho que – havia acontecido comigo. Simplesmente me senti confortável. Tudo pareceu certo e natural. Como sempre deveria ser, mas nunca tinha sido.

Se você é a tal da minha alma gêmea? Sinceramente? Não faço a menor ideia. E isso pouco me importa. O que me interessa agora é manter esse sentimento bom, essa conexão incrível e ser feliz. O mais importante de tudo sempre foi e sempre será ser feliz. E você é capaz de me deixar absolutamente feliz sem fazer absolutamente nada. Apenas sendo você mesmo e me deixando ser eu mesma. Sem máscaras, sem receios, sem vergonhas. 

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Esqueci de sonhar

Eu acho que esqueci como é que se sonha. Sabe como é, né? Foram muitos sonhos frustrados, muitas coisas que eu desejei, que eu planejei, que faziam tanto sentido – e eram tão vivas! – na minha mente mas que, na prática, tiveram o rumo extremamente oposto, que eu apenas parei de sonhar. Até o ponto em que eu esqueci como se faz isso.

Mas eu já fui boa nesse negócio de sonhar. Eu tinha sonhos incríveis, grandiosos, lindos e bem coloridos. Eram daquele tipo que faziam um sorriso bem largo se abrir só de pensar neles. Daqueles que faziam os olhos brilhar quando eu os contava para alguém. Que me fazia flutuar por aí, invés de caminhar. Eles me faziam levantar da cama cantando e dançando todos os dias. Porque só de sonhar com aquilo eu já ficava feliz. Aquele tipo de felicidade que enche a alma. Tanto a minha, quanto a de quem estava por perto.

Não sei em que momento exatamente as cosias saíram do eixo. Como naqueles vídeos de efeito dominó, meus sonhos foram caindo, um a um. Talvez eu tenha me concentrado muito em sonhar e pouco em correr atrás para os realizar. Ou talvez eu tenha deixado a minha felicidade transparecer demais, e isso tenha incomodado a algumas pessoas, que acabaram por contribuir com o fim de um sonho aqui, outro lá.

Enfim, meus sonhos antigos foram desmantelados, e eu não consigo sonhar novos. Me sinto perdida, sem rumo, sem um chão firme para pisar – talvez porque tenha flutuado demais. E me sinto velha demais para sonhar. Isso é coisa de menina, que acredita em contos de fadas. Mas aí vem uma vozinha lá de dentro e sussurra no meu ouvido: você só precisa de novos sonhos, menina, você sempre foi muito boa nisso. E lá vou eu tentar me lembrar de como se faz para sonhar mais uma vez...

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Felicidade incomoda

Sempre ouvi dizer que a felicidade dos outros incomoda. Mas nunca dei muita importância para isso. Achava que era só uma frase pronta, daquelas bem clichês, que viram posts / indiretas nas redes sociais. Achava que só desejava o nosso mal e só nos invejava quem não era nosso amigo. Na minha cabeça, amigo de verdade fica feliz pela felicidade do outro.

E eu adorava compartilhar a minha felicidade com todo mundo. Eu tinha um sorriso fácil no rosto, talvez até meio bobo. Eu cantarolava pelos quatro cantos. E eu falava sobre a minha felicidade com todo mundo. Eu acreditava que falar de felicidade era uma maneira de a propagar.

Mas, infelizmente, com o tempo eu percebi que aquele clichê lá de cima, aquela frase pronta, era verdade. A felicidade alheia realmente incomoda. Ao ponto de algumas pessoas, até supostos amigos, tentarem atrapalhar. Não acredito que sejam pessoas más. Prefiro acreditar que são pessoas frustradas. Que não souberam aceitar e lidar com a felicidade do outro.

Mas isso é triste demais. Hoje eu me sinto obrigada a guardar o meu sorriso só para mim, a cantar somente no chuveiro ou no carro, quando ninguém está prestando atenção. E o que é pior, tornou meu mundo mais cinza e muito menos feliz... 

sábado, 23 de maio de 2015

Blah....

Eu estou me sentindo meio blah. Não estou sentindo mal, não tenho dores. Mas também não estou bem. Acho que não estou feliz, talvez seja isso.  Não tenho motivos para não estar feliz. Não tenho motivos para reclamar da vida. Tenho um bom emprego, dinheiro para comprar o que quero, pratico esportes - e pratico um que amo muito - regularmente, comecei um dos melhores MBAs do país. Tenho um monte de amigos, viajo e saio bastante. Entre outros mil motivos.

Mas, não sei... Falta alguma coisa. Ou muitas coisas... Acho que há pessoas que seriam capazes de matar para ter metade da vida que tenho. Mas, para mim, essa vida não parece suficiente. Eu não quero apenas o que é bom, o que é bastante, o que amo ou o que é melhor no país. Eu tenho necessidade de ter e ser o melhor do mundo, do universo. Ter ou ser menos do que isso me deixa mais do triste, me tira as forças, me deprime....

Eu sei, eu sei... Você vai dizer que é ingratidão, que eu deveria parar de reclamar de barriga cheia e agradecer a tudo que tenho e sou.  Eu faço isso, juro que faço. Mas ainda assim fica esse vazio aqui dentro, essa vontade de sair correndo, de conquistar tudo que sonhei.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Medo de arriscar

Eu decidi que era isso que eu queria. Estava certa, segura, feliz e empolgada com a minha decisão. Foi dessa decisão que tirei forças para aguentar muita coisa chata, foi isso que me fez conseguir engolir muitos sapos. Mas quanto mais próximo chego do momento de tirar o sonho do papel e transformá-lo em realidade, mais dúvidas surgem na minha mente e no meu coração.

Talvez seja somente o medo de arriscar,  o medo do novo. Ou a maldita da zona de conforto. Eu só sei que me pergunto cada vez mais se a decisão tomada estava certa, se é melhor a melhor opção e se ela realmente me fará feliz como eu tanto espero. Sabe como é, não é uma decisão qualquer, é uma das grandes, que vai mexer demais com a vida. Aquelas que sacodem tudo mesmo. Aí o medo e a insegurança aparecem mesmo, acho que é até meio inevitável isso.

Infelizmente eu não tenho uma bola de cristal, então não tenho como saber antes disso acontecer como será e o quão certo dará. Só o que me resta é tentar, arriscar e torcer para que o que for melhor para mim aconteça. E, se tudo der errado, tudo bem. Essa zona de conforto já está desconfortável demais mesmo.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Ponto final

Eu sou uma pessoa de muitas reticências e poucos pontos finais. Acho que as reticências ainda dão espaço para se continuar escrevendo, ou tentando. Já os pontos finais... Bom, como o próprio nome diz, eles são o fim de todo. Depois disso não vem mais nada. 

Quer dizer, vem um novo texto, um novo livro, uma nova história, uma nova pessoa. Mas sempre vai ser novo, tudo vai ser novo. Quando eu coloco um ponto final e começo algo novo, não há espaço para o antigo.

Então, meu bem, aproveite enquanto minhas frases terminam com reticência. Isso é um sinal claro de que quero mais. E, se um dia vir um ponto final meu, esqueça, nem tente insistir, você já faz parte do meu passado e não há mapa lugar para você na minha história. E ponto final.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Confusão mental...

Confesso que no fundo eu adoraria abandonar de vez esse blog. Talvez porque algo dentro de mim me diga que isso significará que todos os meus pensamentos estão organizados e controlados dentro da minha cabeça. Mas cá estou eu novamente, meses depois de minha última postagem, colocando para fora aquilo que estava preso em minha mente. A ponto de incomodar e fazer mal.

Por outro lado, talvez seja melhor nunca abandonar esse blog. Você já pensou como deve ser chata uma vida 100% decidida e planejada?  Sem surpresas, sem frio na barriga, sem ansiedade, sem expectativas, sem emoção. Ah, isso deve ser muito monótono, viu?

Acho que no fundo prefiro viver mergulhada nessa pequena confusão mental, nessas minhas dúvidas e inseguranças. Pelo menos elas mantém tudo por aqui mais agitado. Mais vivo. E de vez em quando, nos momentos em que as ideias estiverem confusas demais, eu venho aqui e tento organizá-las num texto meio sem sentido mas cheio de sentimentos. Como este aqui.