quarta-feira, 2 de abril de 2014

Cadê?

Sabe quando você está fazendo a mala para viajar e fica com a sensação de que está falta colocar alguma coisa lá dentro? Que não importa o quanto você pense e repense, não descobre o que estava faltando? Então, estou assim há dias. Só que não em relação a alguma mala de viagem, mas em relação a minha própria vida.

Falta alguma coisa na minha vida, que eu não sei o que é exatamente. Falta alguma peça no meu quebra-cabeças que eu não consigo achar de jeito nenhum. Só sei que falta. E como em todo processo cíclico ou, mais coloquialmente, toda bola de neve, isso começou a afetar o restante. Afetar de verdade, a me deixar incomodada, irritada, numa eterna tpm. As áreas que estavam bem começaram a ser contaminadas. Isso não é nada legal. Não gosto de me sentir assim.

Muito tempo atrás eu decidi que seria feliz, e é isso que tenho que ser. Essa sensação estranha e ruim está atrapalhando a minha felicidade. Quero eliminar logo essa agonia. Definitivamente isso não combina comigo. Quero chegar logo no meu final feliz, achar meu pote de ouro no final do arco-íris. Mas com essa nuvem preta fica difícil de enxergar. Acho que o jeito será apelar para o São Longuinho e dar uns pulinhos para achar essa peça que está faltando.

terça-feira, 25 de março de 2014

Você não precisa ser perfeita para ser feliz

Você leu o título desse post? Pois leia de novo. E de novo, e de novo. Leia até decorá-lo. Faça dele o seu mantra. Uma hora essa frase tem que entrar no seu cérebro. Não é possível. Não sei mais o que faço com você, menina. Por que é tão difícil entender isso? E para que você busca tanto essa maldita perfeição? Está achando que isso é arco-íris, que terá um pote de ouro no final? Acorda, meu bem, quanto antes você deixar de correr atrás da perfeição, de só se satisfazer, e principalmente só achar que poderá ser feliz depois que alcança-la, antes você será feliz.

Sim, você leu certo. Quando você deixar de tentar ser perfeita você será feliz. A regra não é tão difícil, vai? Pelo menos é mais simples que as do futebol. Então vamos lá, vamos começar a se esforçar e começar a aceitar que você também pode errar. Assim como você aceita e deixa pra lá os erros dos outros. Se eles podem, por que você não poderia? 

Ah, você está se esforçando para ser uma pessoa melhor? Ah, você tinha planejado tudo super bem? Paciência. A vida não é igual a conta de matemática, em que apenas um resultado específico é considerado o certo. Aliás se fosse assim era capaz da sua ser bem ruim. Lembra das suas notas no colegial? Você não era nada perfeita em matemática e mesmo assim sobreviveu, não sobreviveu? Então pronto, você já tem um motivo para ser feliz. Agora vá lá e ache mais motivos. 

sexta-feira, 21 de março de 2014

A mágica das férias

Eu estava tão mergulhada na minha rotina, vivia tanto no piloto automático que nem havia notado o quanto precisava de férias. Tudo na minha vida havia se tornado uma obrigação. Mesmo as coisas que eu gosto, ou melhor, amo, se tornaram verdadeiros martírios por conta da rotina e da correria da vida. Tudo precisava ser muito bem planejado, extremamente calculado, para poder funcionar. E quando não funcionava.... Aaahhh, era um problemão! Eu me julgava, me culpava, revia e revia insistentemente os meus atos para tentar enxergar onde errei, tentava consertar, e ficava triste e emburrada. Eu não conseguia mais tempo nem para parar e organizar minhas ideias para colocá-las aqui. 

Aí eu tinha 30 dias de férias para tirar, tinha o carnaval - que eu não queria passar em Salvador como todo mundo - e uma vontade - e a minha típica pressa - de aprender espanhol. Então, acho que pela primeira vez na minha vida adulta, eu tirei 30 dias de férias. E viajei os exatos 30 dias. Passei os 30 dias na mesma cidade. E, mesmo já tendo ido para Buenos Aires quase dez vezes, me encantei com cada detalhe da cidade. Um simples pôr-do-sol me deixava embasbacada. As flores pareciam mais coloridas, as pessoas eram mais simpáticas, a vida era mais bela e eu era mais feliz.

Durante todo o tempo em que estive lá pensei que o motivo do meu encantamento era por conta do meu amor por aquele lugar. Mas ao retornar ao Brasil percebi que não era a cidade que fazia tudo isso comigo. Mas era o meu ritmo de vida. Eu apenas tinha mais tempo para aproveitar, eu prestava mais atenção no que estava e acontecia ao meu redor. 

Bom, infelizmente não dá para viver de férias. Então o jeito é tentar não me cobrar tanto, não ligar de novo o piloto automático e desfrutar um pouco mais da minha vida. E se não der certo, eu corro para Buenos Aires por mais alguns dias. São apenas 2h30 de voo...

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Segundas chances

Eu sou capaz de dar uma segunda chance para alguém. Eu sou aquele tipo de pessoa que sempre dá a segunda, a terceira, a quarta... A milésima chance até! Porque eu cresci lendo a assistindo a contos de fadas. Então eu sempre vou achar que num passe de mágica, de repente as pessoas vão mudar, vão ser boas e todos nós teremos nossos finais felizes cantando alegremente com os passarinhos, ratinhos, esquilinhos e demais bichinhos da floresta.

Tá, eu sei que isso é pura ilusão e a parte de cantar com os bichinhos da floresta nunca vai rolar. Mas eu continuo tendo esperança de que o resto aconteça. Só eu sei o quanto sofro cada vez que dou uma nova chance a alguém e a pessoa não aproveita. Dá aquele desânimo, aquela vontade de mandar todo mundo à m***a e me fechar numa concha.

Mas eu sou teimosa e mantegona, acabo sempre baixando a guarda e dando outra, e outra, e outra chance. O bom é que, vez ou outra, alguém aproveita essa chance e me surpreende positivamente. É nessa hora que eu vejo que vale a pena continuar acreditando no poder da segunda chance. E, principalmente, continuar dando segundas chances. 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Segunda-feira, sua linda!

Eu andava chateada com muita coisa. Magoada, decepcionada, cansada... Coisas chatas tinham acontecido comigo, me contaminei com a amargura alheia e me deixei levar pela onda negativa. Acabei alimentando a nuvenzinha negra que resolveu morar acima da minha cabeça.

Mas um dia eu cheguei ao meu limite. Cansei de ficar mal, de ficar triste, de chorar e simplesmente dei um basta naquela palhaçada toda. Até porque, meu, chorar dá rugas, sabia? Além de diversos outros motivos, eu não quero ter rugas. Então era melhor parar com aquilo, dar um jeito de mudar, e continuar com a carinha de 25 anos que eu tenho.

No começo não foi fácil - acho que já falei sobre isso aqui - mas eu comecei a me policiar. Tentei evitar alguns pensamentos, palavras e até pessoas. Tentava sempre achar o lado bom - ou a lição - de tudo que me acontecia, mesmo quando era ruim. Me afastei de algumas pessoas. Mas, principalmente, mudei meu vocabulário. O verbo odiar sumiu, as reclamações também. E evitei ao máximo julgar as pessoas. Se elas são felizes assim, que continuem felizes!

Minha vida não virou um conto de fadas, afinal, nem contos de fadas são perfeitos. A princesa sempre passa por dificuldades antes de conquistar o príncipe e o final feliz. Mas te garanto que ficou mais leve e principalmente, ficou mais bela. Eu aprendi a enxergar a beleza em um monte de coisas, pessoas e situações. Até mesmo na tal da segunda-feira que todo mundo xinga tanto.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Me julgue

Ok, vai lá, me julgue a vontade. Sei lá porquê, mas isso te faz bem, né? Você se sente melhor julgando, criticando e condenando as pessoas. Eu não sei ser assim, mas eu respeito que você somente saiba ser desse jeito.

Eu não sou perfeita, nem me acho melhor do que você por não julgar os outros. Isso simplesmente mostra que temos personalidades diferentes. Claro que eu também tenho meus defeitos. Eles provavelmente são diferentes dos seus. Mas justamente por entender que ninguém é perfeito, eu não julgo você nem mais ninguém. Eu apenas aceito e respeito o fato de que as pessoas são diferentes. 

Eu sei que é muito utópico, mas eu adoraria viver num mundo em que as pessoas julgassem menos umas às outras. Porque o mundo se tornou um lugar muito chato, sabe? Hoje você é julgado e criticado se fizer alguma coisa assim. Mas se fizer do contrário também será julgado e criticado. Ninguém nunca respeita a opinião do outro, o fato de que o outro pode simplesmente ser feliz daquele jeito. 

Hoje existem regras para comportamento nas redes sociais. Todo mundo se acha dono da verdade. Acha que sabe a melhor maneira de se portar nas redes. E quem não agir daquela forma é taxado do cafona, de chato, ou qualquer outro termo do tipo. Pois quer saber? Para mim o chato é você, que fica julgando e criticando os outros. Deixe os outros serem felizes como acham que deve. E vá atrás da sua própria felicidade. Ah, mas não se julgue e se cobre tanto, tá? Isso faz mal...

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Insônia

Não consigo dormir. Minha cabeça não deixa. Ela não para, pensa mil coisas por minuto, alimenta minhocas até as transformar em jiboias. Eu sei, minhoca não vira jiboia, mas você entendeu o que eu quis dizer. Tem muito barulho aqui dentro, sabe? São muitas vozes falando ao mesmo tempo. Falando coisas diferentes, às vezes até contrárias, às vezes até em outros idiomas.

E eu sou uma diplomática e atenciosa, eu tento ouvir a todas essas vozes, entender tudo que falam, ponderar tudo que me dizem. Mas acho que elas estão me enlouquecendo. A minha cabeça às vezes até dói. Aliás, tem doído bastante esses dias. De tanta atividade que anda acontecendo aqui dentro.

Eu queria muito poder desligar a minha mente de vez em quando, me dar uma folguinha e relaxar. Sinto falta de uma noite tranquila de sono. É porque nem nas poucas horas em que consigo dormir a minha cabeça me deixa em paz. São sonhos e mais sonhos todas as noites. E sempre muito confusos, me fazendo acordar com os pensamentos mais atrapalhados e mais cansada ainda. Aliás, deixa eu desligar isso aqui logo, antes que a minha insônia perceba que ela me venceu mais uma vez.