sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Livremente feliz

Eu sou uma pessoa livre. Eu amo a minha liberdade e prezo muito por ela.  Detesto me sentir presa, ser sufocada.  Deve ser algum trauma por eu ter nascido com o cordão umbilical enrolado no pescoço. Mas, enfim, isso não vem ao caso. Depois eu faço uma daquelas regressões e resolvo isso. Meu foco agora é nas consequências. 

Acho que esse amor todo pela liberdade me fez ser um pouquinho diferente do padrão. Eu não quero um relacionamento que me controle, que me prenda. Eu quero na minha vida pessoas que venham para somar, para acrescentar. Nunca para restringir e diminuir.

E isso não vale só para namorados. Aliás, vale muito mais para amizades do que para qualquer outro tipo de relacionamento. Amigas e amigos que não trazem nada de positivo para minha vida, ou ainda, só me trazem problemas e me colocam para baixo não tem espaço na minha vida. Eu me afasto rapidinho. Simplesmente não cabem na minha vida.
Porque eu quero amor na minha vida. Quero muito amor. E quero alegria, quero risadas, basicamente, quero ser livremente feliz.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Ah, se...

A cada dia que passa a vida parece esfregar mais e mais o maior erro da minha vida na minha cara. Cada tropeço, cada novo erro, cada nova frustração e decepção são como novos golpes na velha ferida. Uma ferida que parece que nunca irá se curar.

Cada vez que algo dá errado, eu penso em como a minha seria um conto de fadas se eu tivesse sido corretamente lá atrás. Ah, se eu tivesse seguido meio coração... Ah, se eu tivesse pensado em mim, ao invés de em todas as outras pessoas... Ah, se eu tivesse ido atrás da minha felicidade ao invés de me preocupar com a dos outros.

Acho que o resto da minha vida não será tempo suficiente para que eu me recupere. Acho que não será tempo suficiente para que eu me perdoe. Ah, se arrependimento matasse, eu já estaria morta e enterrada. E é praticamente como estou, só que ainda em vida.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Só existe amor na Internet

A Internet está repleta de amor. São frases lindas, imagens fofinhas e milhões de declarações de amor eterno. Mas falta amor na vida real, no dia a dia. A gente sabe amar na teoria, mas não sabe amar na prática.

Todos os dias vejo provas disso. São amigos que postam fotos dizendo o quanto me amam. Para cinco minutos depois virarem para mim e dizerem coisas que me magoam profundamente. São pessoas postando textos enormes sobre gentileza, mas incapazes de dar passagem para outro carro ou um pedestre na rua.

Acho que nessa de tentarmos ser mais independentes acabamos nos tornando muito duros e frios. Desaprendemos a amar, a ser gentis e até educados. Erramos a mão, e erramos feio. Passamos a usar a sinceridade e a liberdade como desculpas para magoar e ofender. Passamos do amor ao ódio.

Agora não sei nem por onde começar a consertar. Talvez seja consertando a mim mesma, me aceitando mais, me amando mais. Odiando menos meus defeitos e erros.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Cansada...

Estou cansada. Acordei assim hoje. Quiser dizer, não só hoje. Já faz uns dias que isso acontece. Não sei o motivo. Talvez seja o calor desses últimos dias. Talvez seja reflexo de tudo de ruim que tenho visto nas redes sociais. Talvez seja todo o ódio que tenho visto ser espalhado nas ruas e nos corações das pessoas.

Não, não estou deprimida (eu acho!), porque eu ainda consigo ter bom humor, rir, me divertir e, principalmente, me sentir feliz em vários momentos do dia. Mas, ainda assim, me sinto cansada. Vai ver o cansaço se apaixonou por mim. Vai ver eu só preciso de férias. Daquelas em que se vai para uma praia paradisíaca e se fica lá, estatelado na praia, tomando sol, bebendo água de coco e lendo um livro o dia todo. 

Ai, será que é isso? Tomara! Assim ficaria mais fácil de resolver. Mas não está com cara de ser só isso. Infelizmente. Isso está me cheirando a necessidade de mudança. Mudança daquelas bem profundas, sabe? Que viram sua vida de cabeça para baixo. Pena que eu estou cansada demais para mudar...

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Sobre escolhas, reclamações e felicidade

A vida é feita de escolhas. É óbvio que você já ouviu isso um milhão de vezes, é uma baita frase clichê. Mas é uma baita verdade também. O que me espanta é ver que, mesmo sabendo o quão clichê essa frase é, ainda seja possível existir tanta gente que escolhe reclamar e escolhe o lado negativo de tudo.
 
Eu sei que a vida não é perfeita, que não é um conto de fadas. Eu sei que tem dia em que acordamos de mau humor, que temos vontade de mandar tudo para o espaço. Mas ficar reclamando e falando mal de tudo não vai resolver nada. Só vai te afundar. Não estou dizendo para você fingir que está tudo bem, apenas sugiro que você olhe para os problemas focando na solução, invés de continuar aí, agindo como uma criança mimada que não ganhou no Natal o presente que queria.
 
Quem sabe se você deixar de ser tão egoísta, parar de olhar só para o seu umbigo e só reclamar, enfim, deixar de ser uma pessoa CHATA, as coisas boas não começam a acontecer, né? Eu acho que nós temos que fazer por merecer as coisas na vida. Até a nossa felicidade.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Ainda me pego pensando...

Às vezes me pego pensando em você. Sim, eu sinto a sua falta. Não, nenhum outro foi como você. Eu não chego a ficar triste. Eu estou feliz com a vida que tenho, estou segura da decisão que tomei lá atrás. Mas, às vezes, eu apenas penso em como teria sido, em como estariam nossas vidas, se tivéssemos escolhido diferente.

Tem dias em que a vida não é fácil, que tudo dá errado, e nesses dias eu queria o seu abraço. Ele tinha o poder de curar todo o mal do mundo e me fazer sentir segura. Ao seu lado o mundo sempre tinha um colorido diferente, mais vivo, mais alegre.

Mas aquele mundo não era suficiente para mim. Pelo menos não naquela época. Eu precisava de mais, precisava fazer e ser muita coisa ainda nessa vida. Por melhor que fosse o mundo ao seu lado, ele não me bastava. Eu precisava correr e ganhar o mundo todo. Para somente depois conquistá-lo ao seu lado.

Mas, obviamente, você não me esperou. E nem deveria mesmo. Você tinha todas as suas conquistas para conseguir. Tinha que percorrer o seu caminho e encontrar o seu lugar no mundo. Fico feliz em ver que você encontrou seu porto seguro e está feliz. Mas, às vezes, ainda me pego pensando em como tudo teria sido se eu tivesse ficado, ao invés de seguir à deriva, como estou até hoje.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Uma montanha russa

Eu acho tão triste quando a gente se decepciona com alguma coisa ou com alguém. E tem tantas pessoas e coisas me decepcionando ultimamente que... Nossa, nem sei como classificar... Talvez seja tudo culpa minha. Tudo culpa dessa minha mania besta de ser otimista, de achar que tudo, sempre, será incrível. E acabar esperando por mais do que devia. E acabar me frustrando demais.

Eu não quero esperar pelo pior, pessoas otimistas são sempre tristes. Se bem que se iludir e se decepcionar também não é uma maneira lá muito bacana de viver. A gente vira uma montanha russa de emoções, age como uma pessoa bipolar, mesmo sem ser. Talvez eu devesse ajustar minhas expectativas, esperar menos das pessoas, das situações.

Mas acho que aí eu não estaria sendo eu mesma. Porque eu sou essa pessoa empolgada, essa pessoa impulsiva que mergulha de cabeça em tudo. E que de vez em quase-sempre quebra a cara. E volta chorando para casa. Talvez eu devesse mesmo mudar. Mas eu tenho medo de me tornar uma pessoa triste o tempo todo. Como tantas que vejo por aí. Tenho medo de deixar de ser eu mesma. Porque, por mais que eu tenha os meus momentos ruins e tristes, no geral, eu sou feliz por ser quem sou. E por ser como sou.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Chega. Muda!

Chega de tanto chorar, né? Você já desperdiçou tempo demais chorando por besteira. Sim, por besteira. No fundo você nem sabe mais os motivos pelos quais você está chorando. Você apenas está triste, você apenas chora. E fica cada vez pior. Então eu acho que é a hora de você parar de chorar e tentar outra coisa. Você já sabe que não será isso que resolverá seus problemas.

Para começo de conversa, seus problemas não são probleeemas de verdade. Claro que são coisas ruins, que atrapalham a sua vida, que te impedem de viver o seu final feliz. Mas você há de convir que existe muita gente em situação muito pior do que a sua. Então aí já está um belo motivo para você enxugar essas lágrimas.

Tenta algo diferente de apenas chorar, nem que seja uma única vez. Erga a cabeça, limpe esse rosto, coloque um sorriso nele e siga em frente. A vida pode não estar aquela maravilha, na verdade ela está bem longe disso, mas para frente é que se olha. 

E, principalmente, é para a frente que se anda. Ficar parada onde você está agora não te levará a lugar algum, você já sabe disso. Então por que não arriscar um caminho diferente? Quem sabe você não chega no final do arco-íris e encontra aquele pote de ouro com o qual sempre sonhou?

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Corrente do bem

Eu queria cortar o cabelo. Ele estava grande demais, trabalhoso demais, e eu estava enjoada da minha cara com aquele cabelão todo. Comentei com algumas pessoas sobre isso e mais da metade falou que eu era louca, que meu cabelo era lindo, que seria uma judiação cortá-lo, e isso e aquilo.

Mas a ideia não saía da minha cabeça. Eu realmente não queria mais ter aquele cabelo todo, não tinha vontade, paciência ou tempo de cuidar dele. Aí eu fui lá e cortei. Simples assim. Como qualquer ida ao cabelereiro deveria ser. A única diferença foi que cortei mais de vinte centímetros do meu cabelo. Deixe de ter uma cabeleira na cintura para um corte na altura dos ombros.

Eu já sabia que queria cortar bastante, então decidi doar o cabelo cortado para uma ONG que faz perucas para crianças com câncer. Fiz isso porque me sinto bem fazendo coisas legais para os outros. Eu acredito naquela história de que tudo que fazemos para os outros, volta para nós. Então vamos fazer o bem para muitas coisas boas voltarem também, né?

E como faço com um monte de outras coisas na vida, tirei fotos para postar nas redes sociais. Coloquei algumas hashtags, entre elas a #correntedobem, por conta do que acabei de explicar acima. Sabia que Deus (ou o Universo, ou chame-como-desejar) encontraria uma forma de me trazer de volta a mesma alegria e bem que sei que estou proporcionando a alguém que precisa muito disso agora. Mas não imaginei que fosse voltar tão rápido. E que seria tão intenso.

Eu recebi uma verdadeira enxurrada de comentários na foto, mensagens via Whatsapp e inbox. Foi tanta energia positiva, tanta gente feliz e tocada com um ato aparentemente tão simples que eu mal acreditava! Uma alegria sem tamanho tomou conta de mim. Daquelas que mal cabem no peito, que até te fazem chorar de tão feliz. 

Eu realmente fiz tudo isso apenas porque queria mudar o visual e ajudar alguém. A postagem veio apenas para tentar motivar mais alguém a fazer o mesmo. E o que eu recebi em troca, todo esse carinho e palavras doces que recebi, isso não tem preço. Nem tenho palavras para descrever essa sensação agora. Realmente desejo e espero que um pouco dessa energia boa vá junto com meu cabelo. Espero que a pessoa que receber meu cabelo sinta, ao menos, um pouco da felicidade que sinto agora.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Independente e inteira

Eu sou uma pessoa independente. Extremamente independente. Eu fui criada para ser assim, eu escolhi ser assim e eu gosto de ser assim. Eu apenas sou assim e pronto. Ninguém tem nada a ver com isso. Ninguém tem o direito de reclamar ou de tentar me mudar. Porque ninguém é obrigado a ficar perto de mim. Não gosta de mim, apenas se afaste e não teremos problemas.

Mas se você quiser ficar por aqui, me aceite como sou, respeite o meu jeito e o meu espaço. Porque eu não gosto de ser sufocada, muito menos de ser cobrada. Não, não faça isso. Faça qualquer coisa, menos tentar me mudar e me impedir de ser independente.

Eu sei que todo mundo acredita que cada um de nós é apenas uma metade e que temos que passar nossa vida toda buscando essa outra metade aí. Mas a minha mãe sempre me disse que eu não sou todo mundo. Então eu cresci acreditando que eu sou única, que eu sou inteira. E eu não preciso de ninguém para nada. Mas, embora eu sempre tenha ido mal em matemática, eu também aprendi que um inteiro mais um inteiro é igual a dois inteiros. Então, se você também for inteiro, quem sabe, né?

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Ai, que saudades!

Estou morrendo de saudades! Você sumiu e me largou aqui, sozinha e perdida. Você absolutamente não deveria ter feito isso. Você realmente faz muita falta na minha vida. Eu adoro a sua risada, as suas gafes que viram piadas. É tão bom ter uma pessoa feliz e auto-astral por perto. Contagia o ambiente e torna todos mais felizes. E eu amo demais você para ficar longe desse jeito. Eu preciso de você perto de mim para alegrar os meus dias, me fazer sorrir e ser mais feliz.

Eu não sei o que eu fiz para você se afastar de mim. Mas seja lá o que tenha sido, me desculpe! Juro que nunca foi minha intenção. Eu apenas não sei muito bem como agir às vezes. E acabo agindo errado. E estragando tudo. Me diz o que aconteceu e porque isso aconteceu. Eu juro que farei de tudo para consertar as coisas e tudo voltar a ser como antes.
Porque eu quero que as coisas sejam como antes. Ok, eu sei que não dá para ser exatamente igual. Muitas coisas aconteceram e você mudou um pouco. Todo mundo muda, constantemente. Mas eu quero que as coisas sejam tão boas - ou até melhores! - como eram antes. Eu ainda reconheço esse rosto refletido no espelho. E sinto muita falta dessa pessoa.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Tudo estranho

Tenho escrito muito pouco aqui. Menos do que gostaria e muito menos do que precisava. As ideias continuam vindo, as perguntas difíceis continuam brotando na minha mente. Mas tudo vem embaralhado, sei lá porque não consigo organizar direito os pensamentos. Talvez seja tpm, talvez seja o stress e a correria. Mas também pode ser a frustração por eu não ter conquistado algumas coisas, por ter tido que escolher apenas uma dentre muitas coisas que me faziam feliz para focar.

Eu não tenho absolutamente motivo algum para reclamar da vida ou me sentir assim. Mas eu estou confusa. Eu diria até que estou perdida. Eu não me conformo com o mais ou menos, com o morno, com a calmaria. Eu gosto de mar revolto, bem agitado e cheio de emoção.

Vai ver é isso que está me incomodando. A falta de mudança na minha vida, essa estabilidade toda que eu conquistei, e agora não sei o que fazer com ela. Talvez isso tudo seja só uma fase e eu só precise esperar passar. Mas paciência nunca foi o meu forte. E eu não faço ideia de como conseguirei ultrapassar isso.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Vazio...

Queria te dizer que está vazio aqui. Um vazio bem grande, daqueles de dar eco, sabe? E já faz tanto tempo que está este vazio aqui que já está tudo meio empoeirado. Sabe colmo é, né? O último que entrou fez tanta bagunça que achei melhor trancar, passar uma corrente bem grossa, fechar com um cadeado daqueles bem pesados e ainda finalizar com um alarme daqueles bem escandalosos. Aí foi indo e tudo aqui foi ficando mais e mais abandonado. Confesso que chegou uma hora em que até esqueci que existia. E fingi que não existia.

Mas o vazio começou a ecoar, quase gritar, e eu fui obrigada a prestar atenção de novo, e ouvir. Aí não teve jeito, tive que dar uma limpada, pelo menos para não desvalorizar tanto, né? A gente nunca sabe o que pode acontecer, vai que aparece visita! E a limpadinha acabou virando uma grande faxina. Revi um monte de coisas velhas, joguei fora um monte de porcarias que só atrapalhavam a vida. E reorganizei tudo que valia a pena guardar.

Ainda não sei quando e se abrirei as portas novamente. Sabe, ninguém anda valendo muita coisa, muito menos valendo a pena entrar aqui. Por enquanto ainda prefiro deixar tudo trancadinho aqui. Mas, sei lá, achei que você devia saber que está tudo vazio aqui dentro. E arrumado. Apenas esperando uma pessoa pela qual valha a pena abrir as portas do meu coração.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Volatilidade ariana

Queria tanto ser capaz de manter aquela empolgação de quando começo algo durante todo o resto do processo. Mas eu não consigo, simplesmente não consigo. Dizem que essa volatilidade é algo inerente dos arianos. Por muito tempo tentei não ser ariana. Mas não consegui, essa é uma das minhas características, faz parte de quem eu sou. Simplesmente não dá para mudar.

Mas continua me incomodando ser assim. Porque eu acabo largando tudo pela metade. Tudo fica inacabado, sem que eu sinta aquele gostinho da vitória, da conquista. E isso me deixa triste. Porque eu queria conseguir atingir meus objetivos. Queria sentir aquela sensação gostosa de chegar lá, de conquistar algo que eu quisesse muito.

Mas meu jeito ariano de ser não me deixa conseguir isso. Tudo que consigo é uma sensação horrível de frustração com decepção. E isso é perigoso, porque vai virando uma bola de neve, me deixando mais e mais desanimada. Até o ponto de eu nem sentir mais vontade de começar alguma coisa. Afinal, se eu sei que não terminarei, para que me dar ao trabalho de começar, não é?

terça-feira, 15 de abril de 2014

Não cheguei no final ainda

Eu ainda acredito em finais felizes. Daqueles de contos de fadas mesmo. Eu sei que não me encaixo muito bem nesse tipo de final feliz, mas fazer o quê se eu cresci lendo e assistindo a esse tipo de história? Acaba sendo natural sonhar com ela.

Eu sei que meu gênio forte e estourado nunca me permitiria viver a vida pacata - para não dizer monótona - que um final feliz de conto de fadas mostra. Fatalmente eu arrumaria um motivo para agitar tudo aquilo, virar do avesso e complicar tudo. Eu simplesmente não me encaixo nesse formato.

No fundo eu acho que meu final feliz adequado seria bem diferente daqueles dos contos de fadas. Mas eu ainda não sei qual é o meu tipo. E é aí que está o problema. Se eu não sei o que quero, como reconhecerei e darei valor a minha felicidade? Eu entro em um círculo vicioso de buscar algo que não quero, e desistir um minuto após de conseguir. Para, em seguida, começar a procurar tudo de novo. Pena que conforme o tempo passa, menos paciência eu tenho para esperar chegar no final da história....

quarta-feira, 9 de abril de 2014

É só um número

Quantos anos eu estou fazendo? Depende... Meu RG diz que eu tenho 36 anos, meu rosto me faz parecer ser pelo menos dez anos mais nova. Já minha cabeça, dependendo do meu humor, pode me deixar com 16 anos ou até mesmo com 76.

Ah, não me venha com aqueles papos matemáticos. Eu já falei que, aqui na vida real, dois mais dois não são necessariamente quatro. Há muito mais nuances e camadas que não conseguimos ver a olho nu. Pelo menos não veem aqueles que vivem no piloto automático e não questionam as regras vez ou outra.

A minha idade depende de muitos fatores, principalmente, da fase que estou vivendo. Ultimamente a minha idade tenho sido uma incógnita até mesmo para mim. Estou em uma fase de transição, revendo alguns conceitos, alterando alguns padrões. Talvez seja influência do meu ano novo (leia-se aniversário). Talvez seja consequência do período em Buenos Aires. Talvez eu apenas esteja mudando. Então vamos fazer o seguinte: coloca essa vela em formato de interrogação no meu bolo, vai. Assim não preciso responder pergunta difícil...

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Cadê?

Sabe quando você está fazendo a mala para viajar e fica com a sensação de que está falta colocar alguma coisa lá dentro? Que não importa o quanto você pense e repense, não descobre o que estava faltando? Então, estou assim há dias. Só que não em relação a alguma mala de viagem, mas em relação a minha própria vida.

Falta alguma coisa na minha vida, que eu não sei o que é exatamente. Falta alguma peça no meu quebra-cabeças que eu não consigo achar de jeito nenhum. Só sei que falta. E como em todo processo cíclico ou, mais coloquialmente, toda bola de neve, isso começou a afetar o restante. Afetar de verdade, a me deixar incomodada, irritada, numa eterna tpm. As áreas que estavam bem começaram a ser contaminadas. Isso não é nada legal. Não gosto de me sentir assim.

Muito tempo atrás eu decidi que seria feliz, e é isso que tenho que ser. Essa sensação estranha e ruim está atrapalhando a minha felicidade. Quero eliminar logo essa agonia. Definitivamente isso não combina comigo. Quero chegar logo no meu final feliz, achar meu pote de ouro no final do arco-íris. Mas com essa nuvem preta fica difícil de enxergar. Acho que o jeito será apelar para o São Longuinho e dar uns pulinhos para achar essa peça que está faltando.

terça-feira, 25 de março de 2014

Você não precisa ser perfeita para ser feliz

Você leu o título desse post? Pois leia de novo. E de novo, e de novo. Leia até decorá-lo. Faça dele o seu mantra. Uma hora essa frase tem que entrar no seu cérebro. Não é possível. Não sei mais o que faço com você, menina. Por que é tão difícil entender isso? E para que você busca tanto essa maldita perfeição? Está achando que isso é arco-íris, que terá um pote de ouro no final? Acorda, meu bem, quanto antes você deixar de correr atrás da perfeição, de só se satisfazer, e principalmente só achar que poderá ser feliz depois que alcança-la, antes você será feliz.

Sim, você leu certo. Quando você deixar de tentar ser perfeita você será feliz. A regra não é tão difícil, vai? Pelo menos é mais simples que as do futebol. Então vamos lá, vamos começar a se esforçar e começar a aceitar que você também pode errar. Assim como você aceita e deixa pra lá os erros dos outros. Se eles podem, por que você não poderia? 

Ah, você está se esforçando para ser uma pessoa melhor? Ah, você tinha planejado tudo super bem? Paciência. A vida não é igual a conta de matemática, em que apenas um resultado específico é considerado o certo. Aliás se fosse assim era capaz da sua ser bem ruim. Lembra das suas notas no colegial? Você não era nada perfeita em matemática e mesmo assim sobreviveu, não sobreviveu? Então pronto, você já tem um motivo para ser feliz. Agora vá lá e ache mais motivos. 

sexta-feira, 21 de março de 2014

A mágica das férias

Eu estava tão mergulhada na minha rotina, vivia tanto no piloto automático que nem havia notado o quanto precisava de férias. Tudo na minha vida havia se tornado uma obrigação. Mesmo as coisas que eu gosto, ou melhor, amo, se tornaram verdadeiros martírios por conta da rotina e da correria da vida. Tudo precisava ser muito bem planejado, extremamente calculado, para poder funcionar. E quando não funcionava.... Aaahhh, era um problemão! Eu me julgava, me culpava, revia e revia insistentemente os meus atos para tentar enxergar onde errei, tentava consertar, e ficava triste e emburrada. Eu não conseguia mais tempo nem para parar e organizar minhas ideias para colocá-las aqui. 

Aí eu tinha 30 dias de férias para tirar, tinha o carnaval - que eu não queria passar em Salvador como todo mundo - e uma vontade - e a minha típica pressa - de aprender espanhol. Então, acho que pela primeira vez na minha vida adulta, eu tirei 30 dias de férias. E viajei os exatos 30 dias. Passei os 30 dias na mesma cidade. E, mesmo já tendo ido para Buenos Aires quase dez vezes, me encantei com cada detalhe da cidade. Um simples pôr-do-sol me deixava embasbacada. As flores pareciam mais coloridas, as pessoas eram mais simpáticas, a vida era mais bela e eu era mais feliz.

Durante todo o tempo em que estive lá pensei que o motivo do meu encantamento era por conta do meu amor por aquele lugar. Mas ao retornar ao Brasil percebi que não era a cidade que fazia tudo isso comigo. Mas era o meu ritmo de vida. Eu apenas tinha mais tempo para aproveitar, eu prestava mais atenção no que estava e acontecia ao meu redor. 

Bom, infelizmente não dá para viver de férias. Então o jeito é tentar não me cobrar tanto, não ligar de novo o piloto automático e desfrutar um pouco mais da minha vida. E se não der certo, eu corro para Buenos Aires por mais alguns dias. São apenas 2h30 de voo...