sábado, 30 de março de 2013

Vou te contar um segredo...

Deixa eu te contar um segredo: não existe perfeição. Não busque por isso, pois só o que você vai encontrar é a frustração.

Eu cresci brincando de Barbie. Na minha cabeça, ela era perfeita. E por muito tempo eu persegui essa perfeição. Academia para ter a cintura fina dela. Silicone para ter o peitão. Tinta no cabelo para ficar loira. E sabe o que eu ganhei com isso? Uma baita de uma frustração. Porque não adianta o quanto tentemos, ninguém, nunca vai conseguir ser perfeito.

E o pior, com o tempo, descobri que a Barbie tinha a cabeça oca. É, não tinha nada lá dentro. No máximo, uns pedaços de plástico. E foi aí que o mundo perfeito desmoronou. A Barbie podia ter me ensinado como ser linda e perfeita por fora, mas não me ensinou nada sobre como ser alguém de verdade!

Claro que a culpa não era dela. Coitada, era apenas uma boneca de plástico. A culpa foi minha. Me prendi àquele modelo de uma forma tão forte que não prestei atenção em mais nada. Achei que tendo aquilo, todo o resto viria. Com um simples estralar dos dedos.

Mas eu estralei, estralei e estralei os dedos. Até eles criarem calos. Mas nada aconteceu. A vida perfeita da boneca não se materializou na minha. E a vida que eu percebi que tinha, não era a vida que eu queria ter.
Foi difícil, dolorido, cansativo, deixar tudo para trás. Quebrar paradigmas, velhas crenças e mudar. Mas acho que aos poucos eu estou conseguindo. Devagarinho, para não assustar ninguém. Mas acertando cada vez mais. E me tornando a pessoa que eu realmente quero ser. Uma pessoa que não tem a pretensão de ser perfeita. Que pretende apenas ser feliz.

E como eu quero ser feliz? Não sei, não há fórmula certa para isso. Mas, se um dia eu descobrir, eu prometo que te conto, tá? 

quinta-feira, 28 de março de 2013

Respira fundo e vai!


Dizem que “A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego”. Confesso que discordo disso. Ou melhor, acho que isso não se aplica a mim...

Por diversas vezes perdi o fôlego com situações que a minha vida me trouxe. Em outro punhado de momentos, tive que respirar bem fundo e criar coragem de seguir em frente, apesar de tudo...

Se esses momentos foram importantes? Claro que foram! De uma forma ou de outra, me ajudaram a crescer, amadurecer. Mas, por mais que no final o resultado tenha sido positivo, eles foram sofridos, difíceis, e algumas vezes quase me fizeram desistir de tudo.

Não que eu quisesse uma vida fácil, só com momentos bons, bonitos e alegres. Eu sei que isso não existe. Até nos contos de fada as princesas precisam passar por uns perrengues para depois viverem “felizes para sempre”. Mas acho que eu queria uma vida um pouco menos complicada. Um pouco menos tumultuada e confusa. Apenas uma vida com uma respiração um pouco mais tranquila e constante...


segunda-feira, 25 de março de 2013

Ai, tô confusa....

Queria tanto escrever. Escrever bastante, colocar para fora tudo que estou pensando. Mas faz uma hora que olho pra tela do computador e não consigo pensar em um tema para escrever. Acho que, na verdade, eu não sei direito o que estou sentindo e pensando. Está tudo tão confuso aqui dentro...

Tem muita coisa mudando, em mim e no mundo. Nem sempre é fácil processar todas as informações. A gente precisa de um tempo para superar algumas coisas, para entender outras, aceitar mais algumas (as ruins são as mais difíceis) e principalmente, para descobrir em que direção deve seguir.

Acho que o mais difícil dessa fase é conseguir separar o joio do trigo, como diz aquele ditado. Não é fácil entender o que é padrão antigo, e deve ser deixado para trás. E o que ainda devemos manter em nossas vidas. Eu tento procurar por sinais, pistas que me ajudem a enxergar se estou no caminho correto ou não. 

Eu sempre me pego pensando se aquilo que eu estou pensando é o certo, é o melhor para mim. Esse tipo de dúvida chega a me tirar o sono. Mas a cada dia tenho percebido mais e mais que não adianta virar a noite acordada, fritando os miolos para tentar entender tudo que se passa, a razão das minhas atitudes e das atitudes dos outros.

Então eu percebi – e estou tentando adotar como novo padrão - que só o que me resta a fazer é respirar fundo, aprender a ter mais paciência com as coisas, e seguir em frente. Com os dedos cruzados, torcendo para ter feito uma boa escolha.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Comparação

Comparação quase nunca é algo bom. Todo mundo sabe que no fundo devemos pensar em nós mesmos, que o nosso ontem deve ser o único parâmetro para o nosso hoje. Mas no mundo competitivo em que vivemos isso acaba não sendo muito possível. Acabamos sempre nos comparando um pouco com os outros. Seja com aquele colega do escritório que progrediu mais na carreira, seja com a vizinha que conseguiu emagrecer 10kg, seja com aquela sua prima - chata – mas que já casou e tem uma família feliz, ou, no meu caso, seja quando você resolve entrar em uma competição mundial que definirá a pessoa mais condicionada do mundo, o Crossfit Games.

Com certeza essa comparação, dessa forma, não é saudável. Inúmeros motivos te levaram a uma situação diferente daquela em que a pessoa com quem você se compara está. Situações, vivências, experiências pelas quais você tinha que passar, porque um dia elas te levarão para algum destino, ou pelo menos te ajudarão a enfrentar outras situações similares.

Mas aí eu parei para pensar um pouco e percebi que nem sempre a comparação vai ser algo ruim. No fundo, o mal que isso pode gerar vai depender muito da maneira como você vai olhar para aquele cenário do que qualquer outra coisa.

Mais uma vez, voltemos ao meu caso. Eu quase coloquei os pulmões para fora para completar 150 repetições em uma prova que a primeira colocada fez mais de 380. Mas essa comparação é até que tranquila de resolver: ela é profissional da área, sua vida está dedicada ao esporte. Ela tem OBRIGAÇÃO de fazer mais que o dobro que qualquer ser humano comum!

Enquanto que eu tenho um trabalho que eu amo demais, mas que demanda muitas horas de dedicação e que exige que volta e meia eu viaje para cá e para lá (leia-se perder treinos). Além disso, eu gosto de sair com minhas amigas, beber, dançar a noite toda, comer besteira... Uma infinidade de coisas que obviamente impactam no resultado de qualquer atleta, em qualquer competição.

Mas uma olhada melhor no placar geral e eu fiquei bem triste. Vi pessoas que tem trajetórias parecidas com a minha (trabalham muito, começaram no esporte a mais ou menos o mesmo tempo que eu, tem peso parecido...) com mais de 30 repetições na minha frente. Foi aí que eu deixei a comparação se tornar algo ruim.

Foi duro aceitar que eu realmente não fui bem. Após a mini-crise existencial e de pensar muito se devo continuar no esporte que tanto gosto e que me ensinou a superar tantas coisas, resolvi refletir melhor sobre aquilo. Respirei fundo e aceitei o meu resultado como sendo o melhor que eu poderia obter no dia de hoje. Isso não quer dizer que eu não posso melhorar, que essas 150 repetições são o meu limite e que eu sou uma pessoa fraca. Mas que, naquele dia, sob as condições que eu estava, aquele era o meu melhor resultado. 

Então lembrei de algo que ouvi diversas vezes no ginásio em que treino: se alguém conseguiu, é porque é possível! E passei a usar a comparação para algo positivo. Invés de olhar para os outros e lamentar, eu resolvi olhar para os outros e me espelhar neles. Porque se os outros conseguem, eu também consigo!

domingo, 10 de março de 2013

Compilado de uma outra fase

Para começar, um dos meus primeiros textos, que na verdade não era um texto só. São pedaços de coisas que eu tinha na cabeça e que juntei em um único documentos de word. Mudei muito desde que escrevi esse texto, mas é bacana para dar uma contextualizada.

Por muito tempo isso foi a minha descrição no finado Orkut e no Facebook. Eu cresci brincando de Barbie. Hoje me tornei uma. Eu sou tudo que você quer ser. A minha felicidade incomoda. E justamente por ela gerar isso, eu não posso abandoná-la tão facilmente. Por isso eu a agarro com todas as minhas forças. Algo tão invejado só pode ser muito valioso. Mas não sou egoísta. Se seu coração for bom, se suas intenções forem boas, eu divido minha felicidade com muito prazer. Caso contrário, eu a tranco a sete chaves, para quem realmente a merece. 

Sonhar é muito bom. Fazer os sonhos se tornarem realidade é melhor ainda. Por isso corro sempre atrás dos meus, para sentir sempre essa sensação fantástica de sonho realizado. E por isso também, nunca deixo de sonhar, para sempre ter um sonho novo a ser realizado e nunca terminar esse delicioso ciclo da vida!

Eu odeio cobranças. Odeio fazê-las, mas, principalmente, recebê-las. As únicas coisas que exijo das pessoas que querem fazer parte da minha vida é que tenham consideração e respeito por mim. Isso deve vir antes de qualquer outra coisa. Sem isso, nada mais tem valor, nada mais tem importância. Não preciso de grandes demonstrações de amor e amizade, eu valorizo as pequenas coisas, acredito que são nesses momentos que percebemos o quanto as pessoas realmente gostam ou não de nós.

Mas eu não sou perfeita, não espere isso de mim pois nunca o terá. Não tenho a mínima pretensão de ser perfeita, pois, se o fosse, não haveria a menor graça. Sou uma pessoa verdadeira, de carne e osso. Tenho sentimentos, que podem ser facilmente feridos; tenho medos, que às vezes me impedem de arriscar, ou evitam que eu quebre tanto a cara; tenho impulsividade, que pode me fazer explodir a qualquer momento, por qualquer motivo, com qualquer pessoa; tenho dúvidas, que me fazem pensar melhor no que quero e devo fazer; tenho humildade, para reconhecer que errei e pedir desculpas; mas, acima de tudo, tenho um coração, que é capaz de perdoar tudo!

A participação das pessoas em nossas vidas nunca é eterna, uma hora elas se vão. Alguns entram em nossas vidas e ficam quase até seu fim, outros ficam apenas por um breve período, e podemos, às vezes, achar esse período curto demais. Mas as mudanças que essas pessoas podem causar em nossas vidas, essas, sim, podem ser profundas, eternas e fundamentais para nossa existência.

Tudo que acontece na nossa vida, acontece para o nosso bem. Por pior que a situação possa parecer, algo de bom, de positivo poderá ser tirado dali. Porque em toda e qualquer situação há um ensinamento, uma lição. Tudo que acontece em nossa vida auxilia no nosso crescimento e fortalecimento como ser humano. 

Sou uma pessoa do bem e acredito que o bem está acima de tudo, principalmente, acima do mal. No fundo, pouco me importa se você me deseja o bem ou o mal. Eu sempre, sempre mesmo, desejarei seu bem, pois eu sou o que eu sinto. A única diferença será que, caso deseje o meu mal, desejarei o seu bem, mas não o desejarei a meu lado...

E, mesmo se me derem todos os motivos do mundo para chorar, eu gargalharei. Pois sei que tenho meus verdadeiros amigos a meu lado e de sua amizade tiro forças para enxugar minhas lágrimas, para me levantar, erguer a cabeça e seguir em frente sempre, sem nunca desistir.

Acredite, vim ao mundo para ser feliz, e é isso que faço, custe o que custar. Eu posso tropeçar, eu posso chorar, eu posso gritar, eu posso espernear, eu posso te odiar por um tempo, eu posso até dizer que vou desistir de tudo. Nunca leve nada disso a sério. Em pouco tempo me recuperarei e seguirei em frente, de sorriso sincero e contagiante nos lábios. Simplesmente porque sei que o universo conspira a meu favor e porque eu escolhi ser feliz!!!